Onde passava o rio Pinheiros

X Bienal - Chamada Aberta CINZA

X BIENAL DE ARQUITETURA DE  SÃO PAULO

MODOS DE FLUIR 

Praça Victor Civita – 12/10/2013 – 01/12/2013

X BIENAL DE ARQUITETURA (2013) Onde passava o rio Pinheiros

X BIENAL DE ARQUITETURA (2013)
Onde passava o rio Pinheiros
Angela Kayo

Antigo leito do rio Pinheiros sobre foto aérea

Traçado aproximado do antigo leito do rio Pinheiros sobre foto aérea.

Nas décadas de 1920 e 1930, com o objetivo inicial de gerar energia, a Light desapropriou 20 milhões de metros quadrados para a realização das obras, que incluíam a execução de barragens, elevatórias e a reversão do rio Pinheiros que passaria a receber as águas do Tietê, do qual era afluente, para alimentar a Usina Henry Borden nas encostas da Serra do Mar. Desta obra, cerca de 80% das terras passaram para o poder de Light, que tinha o direito de ficar com as terras “saneadas e drenadas” regulamentado por lei.

Observou-se que no início dos tempos a várzea era um obstáculo que limitava a expansão urbana, graças às suas características naturais e físicas. Esse ganho de terras do rio direcionou sua ocupação e foi fator determinante na comercialização dos terrenos. A construção de avenidas e vias expressas que deram acesso às grandes glebas drenadas pela Light aliados ao sistema de financiamento, atraiu dezenas de empresas multinacionais a partir da década de 1970, iniciando o eixo do setor terciário do setor sudoeste da cidade.

A criação das Operações Urbanas Consorciadas Faria Lima em 1995 e Água Espraiada em 2001, fez desta área, mais uma vez, objeto de grandes intervenções urbanas. Apesar dos avanços adquiridos referentes ao aspecto legal do planejamento urbano, com o advento do Estatuto da Cidade em 2001, tanto o Plano Diretor como as leis que regulamentam as operações urbanas, ainda não levam em conta o meio físico territorial. No geral, apresentaram programa amplamente voltado para melhoria do sistema viário, amparado no adensamento construtivo para captação de recursos para as obras.

Em uma cidade com a dinâmica de ocupação urbana como São Paulo, o levantamento histórico de informações se faz necessário para um planejamento adequado. Ao resgatar os mapas com o traçado do antigo leito do rio Pinheiros observou-se que muitas ruas foram executadas sobre os aterros de seus meandros. Há trechos em que o traçado original apresenta distância superior a quinhentos metros em relação ao atual canal. Outras evidências da existência do rio podem ser constatadas em vias curvas em locais planos, unindo os loteamentos antes separados pelo rio, em ruas sem saída ou desencontradas, em divisões irregulares entre lotes na mesma quadra. Nos locais onde passava o rio Pinheiros, a água aparece nas inundações decorrentes de problemas de drenagem e aterros, e também nas sarjetas devido ao exaustivo bombeamento do lençol freático onde há subsolos de garagem. Este trabalho procura trazer uma releitura, não só do rio Pinheiros, mas dos rios em relação à cidade, que apresentam características e situações semelhantes, tanto de ocupação como de planejamento urbano.

Fonte:  Google Earth Pro (2012) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região do CEAGESP

Fonte:
Google Earth Pro (2012)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)
Fonte:  Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012) Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)
Região do CEAGESP
Fonte:
Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012)
Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)
Foto: Carlos Alkmin

Encontro das águas: Tietê e Pinheiros
Foto: Carlos Alkmin

Fonte:  Google Earth Pro (2012) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região da Cidade Universitária
Fonte:
Google Earth Pro (2012)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Fonte:  Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012) Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região da Cidade Universitária
Fonte:
Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012)
Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Foto: Carlos Alkmin

Marginal Pinheiros, Jockey Club e região de Pinheiros
Foto: Carlos Alkmin

Fonte:  Google Earth Pro (2012) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região de Pinheiros
Fonte:
Google Earth Pro (2012)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Fonte:  Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012) Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região de Pinheiros
Fonte:
Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012)
Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Parque do Povo, originalmente chamado Parque Mário Pimenta Camargo e região do Itaim Bibi, Cidade Jardim e Pinheiros compondo moderna paisagem urbana de São Paulo ao cair da noite. Vista a partir dos altos edifícios do complexo JK Iguatemi W.Torre.

Parque do Povo, antiga margem esquerda do rio, atual margem direita do canal do Pinheiros. A curva da Rua Brig. Haroldo Veloso.
Foto: Carlos Alkmin

Foto: Carlos Alkmin

Quarteirão da Rua Franz Schubert onde passava o rio Pinheiros.
Foto: Carlos Alkmin

Foto: Carlos Alkmin

Rua Brig. Haroldo Veloso e Rua Prof. Geraldo Ataliba acompanham o antigo leito do rio.
Foto: Carlos Alkmin

Fonte:  Google Earth Pro (2012) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região do Brooklin (Berrini)
Fonte:
Google Earth Pro (2012)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Fonte:  Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012) Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região do Brooklin (Berrini)
Fonte:
Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012)
Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Foto: Carlos Alkmin

Usina Elevatória de Traição
Foto: Carlos Alkmin

Foto: Carlos Alkmin

Rua Geraldo Flausino Gomes e Rua Sansão Alves dos Santos. A curva acompanha o antigo leito do rio Pinheiros.
Foto: Carlos Alkmin

Foto: Carlos Alkmin

Ponte Octavio Frias de Oliveira, Brooklin. Margem esquerda do antigo leito do rio e atual margem direita do canal do Pinheiros.
Foto: Carlos Alkmin

Fonte:  Google Earth Pro (2012) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região da Chácara Santo Antônio
Fonte:
Google Earth Pro (2012)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Fonte:  Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012) Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região da Chácara Santo Antônio
Fonte:
Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012)
Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Foto: Carlos Alkmin

Av. Prof. Alceu Maynard Araújo tem quase todo o seu trajeto sobre o antigo leito do rio Pinheiros
Foto: Carlos Alkmin

Foto: Carlos Alkmin

Centro Empresarial de São Paulo
Foto: Carlos Alkmin

Fonte:  Google Earth Pro (2012) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região da Av. Guido Caloi e Santo Amaro
Fonte:
Google Earth Pro (2012)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Fonte:  Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012) Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região de Santo Amaro
Fonte:
Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012)
Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Ponte da Linha Lilás do Metrô - Estação Santo Amaro Foto: Carlos Alkmin

Ponte da Linha Lilás do Metrô – Estação Santo Amaro
Foto: Carlos Alkmin

Fonte:  Google Earth Pro (2012) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região de Interlagos
Fonte:
Google Earth Pro (2012)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Fonte:  Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012) Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região de Interlagos
Fonte:
Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012)
Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Fonte:  Google Earth Pro (2012) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região da represa Billings
Fonte:
Google Earth Pro (2012)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Fonte:  Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012) Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992) Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Região da represa Billings
Fonte:
Mapa Digital da Cidade (PMSP, 2012)
Carta Geotécnica do Município de São Paulo (PMSP-IPT, 1992)
Planta da Light do antigo leito do Rio Pinheiros (SEABRA, 1987)

Foto: Carlos Alkmin

Região da represa Billings
Foto: Carlos Alkmin

Autora: Angela Kayo

Arquiteta e Urbanista graduada pela Universidade Mackenzie, Mestre em Habitação pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo

Colaborador: Prof. Dr. Wolney Castilho Alves – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo

Fotos: Carlos Alkmin

Agradecimentos: Wolney Castilho Alves, Carlos Alkmin

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